Retrospectiva 2025
- Duda Gomes
- há 7 dias
- 4 min de leitura
Uma Retrospectiva de Glórias e Surpresas
O ano de 2025 na Liga Gaúcha de Pauper foi um verdadeiro conto de diversidade competitiva, onde talentos individuais brilharam, equipes se forjaram no fogo das etapas e uma nova geração de jogadores anunciou sua chegada com autoridade. Foi uma temporada que começou com um domínio aparente, passou por reviravoltas emocionantes e se consolidou como uma das mais equilibradas e emocionantes da história do formato no estado.
Uma Temporada de Múltiplos Campeões
A história da temporada pode ser contada pelos nomes que ergueram os troféus das etapas, um reflexo claro da pluralidade de forças em ação.
A campanha começou sob o signo da Vai Dae. Lucas Caetano não apenas levantou a taça da Central Supercup 2025, como também venceu a primeira etapa da Liga, sinalizando que seria uma força a ser contada durante todo o ano.
No entanto, o campeonato logo mostrou que não seria um monólogo. Christiano Killmann encontrou seu terreno fértil nas mesas de Novo Hamburgo, conquistando com maestria a segunda etapa e, mais tarde, retornando para repetir o feito na sétima etapa, garantindo seu double na temporada.
Enquanto isso, novas caras começavam a causar. Wellington Sampaio, estreando pelo SLVRS, não tomou conhecimento dos veteranos e impôs seu jogo para vencer a terceira etapa. A força dos Mulligans foi representada por Mateus Sadosiuk, que teve um dia inspiradíssimo para triunfar na quarta etapa.
Mas quem verdadeiramente roubou a cena entre os estreantes foi Guilherme Canuto. Com uma atuação simplesmente incontestável, ele dominou a sexta e a nona etapas, colocando seu nome entre os maiores da Liga logo em seu ano de estreia.
A oitava etapa, porém, foi uma declaração de poder. A Vai Dae retomou o protagonismo com Bruno Romero no comando, um prenúncio do que estava por vir. O ápice do domínio veio na décima etapa, onde Lucas Caetano voltou a vencer, e Bruno Romero coroou o ano ao conquistar o prestigioso Bagual Anthologies 2025. A mensagem era clara: a Vai Dae era a equipe a ser batida.
Equipes que Transcenderam o Individual
Por trás dos jogadores, as equipes travaram suas próprias batalhas, construindo legados de diferentes formas.
A Vai Dae confirmou o favoritismo com um campeonato indiscutível, resultado de uma consistência brutal ao longo do ano. Mas outras equipes brilharam com força própria. Remora Mística e Mulligans carregaram a bandeira gaúcha até a LigaFest, onde foram os grandes campeões do evento: Augusto Haselein (Mulligans) venceu o CLM Pauper, e Hector Wensendonk (Rêmora Mística) triunfou no Pauper 6k e João Rovani (Rêmora Mística) no Pauper 12k.
Histórias de superação também marcaram a temporada. O Team ZO, vindo direto de Santa Maria muitas vezes com apenas dois jogadores (Uris Serafim e Pablo Correa), mostrou coração e técnica, nunca deixando a desejar e impressionando a todos com sua resiliente competição.
O Xaxanons entrou de vez no mapa das grandes equipes graças à atuação inquestionável de Guilherme Canuto, que praticamente carregou a equipe em seus ombros para o reconhecimento.
O final da temporada reservou mais momentos de glória. Dieison Fabretti, do Shivan Dragons, foi coroado o grande campeão do CLM Pauper 3ª Edição, enquanto o VTPT encontrou sua redenção através de Luan Pizzio e Rafael Jesus. Luan venceu o Pauper 10k da LigaFest, e, junto com Augusto Haselein e Rafael Jesus, garantiu o vice-campeonato dos Trios no mesmo evento.
As Surpresas e a Promessa do Futuro
A temporada também foi marcada por estreias impactantes e crescimentos notáveis. O Gorilla Chef, em sua primeira aparição, já chegou ficando em terceiro lugar no geral, impulsionado pelas ótimas atuações de Leonardo Amaral e Alex Primo.
A Mana Vai escreveu uma das melhores histórias de retomada. Após um início abaixo do esperado, teve uma recuperação magistral para alcançar o vice-campeonato final, liderada com firmeza por Wagner Iankowski e Júlio Diniz.
E, fechando com chave de ouro, os Anunnakis, os "extra-terrestres mais queridos do sistema solar", provaram que seu crescimento técnico foi real. Liderados por Júlio Thibes, a equipe celebrou um ano de evolução constante conquistando o título da Série 1, uma vitória que sela sua chegada ao topo e promete ainda mais para 2026.
Um Legado de Excelência
A Liga Gaúcha de Pauper 2025 foi, em essência, um manifesto da saúde e da competitividade do formato no Rio Grande do Sul. Demonstrou que há espaço tanto para dinastias estabelecidas quanto para novas potências emergentes. Provou que o talento individual, quando somado à estratégia coletiva, gera resultados espetaculares. Acima de tudo, consolidou uma comunidade vibrante e apaixonada, que tem no Pauper não apenas um jogo, mas uma verdadeira tradição gaúcha de rivalidade e respeito.
O palco está montado para 2026. Com equipes fortalecidas, jogadores em ascensão e a chama competitiva mais acesa do que nunca, a próxima temporada promete ser ainda mais épica. Que venha o novo ano!

































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